Irmãos

 

Ó irmão de meu irmão

Meu irmão também és

Não vislumbro eu razão

Para levarmos c’os pés

 

Mas eu devo ser cego

Pois há pr’a cima de mil

A côr da pele não nego

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Branco, azul, preto, amarelo

Ó coitado meu irmão

Estás feito num farelo

 

Não vales mesmo um tostão

A razão para o atropelo

Existires é suficiente razão.

publicado por poetazarolho às 23:13 | link do post | comentar