Apologia do medo

 

Há mais medo de coisas más

Do que coisas más que existem

Neste mundo onde não há paz

Onde a guerra e fome subsistem

 

Há mais muros do que estradas

E fantasmas criados em segredo

Novas geografias são moldadas

Para restaurar o medo do medo

 

E este medo assim restaurado

Converte cada um em soldado

Dum grande exército sem nome

 

O estado de sítio foi decretado

Racionalidade e ética são passado

Medo que o medo acabe é enorme.

 

Inspirado em: “Conferências do Estoril 2011 - Mia Couto”

http://www.youtube.com/watch?v=jACccaTogxE&feature=player_embedded

publicado por poetazarolho às 23:18 | link do post