Grilhetas

 

Nem um cêntimo pr’a guerras

Ou um tostão pr’a grilhetas

Tu que ouves tantas petas

Vê lá bem em quem ferras

 

Põe um filtro muito grande

Na antecâmara do teu pensar

Porque se não consegues filtrar

Vai haver quem te comande

 

Nem um escudo pr’a tabaco

Ou um euro pr’a whisky velho

Tanto fumar parte-te o caco

 

Beber ofusca-te o trambelho

O antepassado era um macaco

Tenta não ser um escaravelho.

publicado por poetazarolho às 00:24 | link do post