Plastificados

 

Na sociedade plastificada

Em que só a moeda conta

Tu já não contas pr’a nada

Se te indignas é um’afronta

 

Cresceste num meio hostil

Aprendeste com a solidão

Sentes-te só entre uns mil

Se te indignas lá vem bastão

 

Já não contas com os demais

Plastificado que foste também

Euforia provém da finança

 

Souberam engolir-te os natais

Aprenderam a tratar-te com desdém

Para que possam continuar a dança.

publicado por poetazarolho às 20:45 | link do post | comentar