Império da má sorte

 

Temos nossa alma à venda

Grandeza do ser português

Esta é mais uma contenda

Pode bem ser a última vez

 

Tinhamos por cá muito ouro

Com o diabo nos pormenores

Manchado de sangue o tesouro

Vil acordo entre os mentores

 

Esvaiu-se em guerras o sangue

Em extermínios e em lutas vãs

Sobra riqueza com cheiro a morte

 

Que não tornou o império grande

Não há paz nem consciências sãs

Nem justificação pr’á nossa sorte.

publicado por poetazarolho às 10:02 | link do post