Mausoléu

 

Que ninguém se martirize

Sobretudo os que consomem

O homem inventou a crise

E a crise destruiu o homem

 

Que construam o mausoléu

Para encerrar esta herança

Dos genes que lançam o breu

Destruindo qualquer esperança

 

Todos mortos, todos iguais

Ou uns mais iguais que outros?

Não há vivalma p’ra responder

 

Meus direitos eram fundamentais

Mas nunca os direitos doutros

A todos restou o direito a morrer.

publicado por poetazarolho às 21:10 | link do post | comentar