Amor e ódio

 

Que o fogo do ódio

No coração se extinga

E permaneça o incêndio

Aí onde o amor vinga

 

Eles que juntos residem

São os extremos da linha

Que nos unem e dividem

Na fronteira que s’adivinha

 

Linha ténue e esbatida

Se num dia estás do lado

Onde o amor em ti habita

 

Por circunstâncias da vida

No outro vês-te inundado

Pelo ódio que em ti grita.

publicado por poetazarolho às 23:39 | link do post | comentar