Densos nevoeiros

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Do lado errado da noite

Já eu fiz uma caminhada

Não que agora me afoite

A copiar essa passada

 

Esse lado da existência

Esmaga-nos a compreensão

Não sei se será demência

Mas é total a distorção

 

Alma grita por socorro

E o corpo não lhe dá voz

A loucura vem primeiro

 

Ou me matam ou eu morro

E neste sofrimento atroz

A saída é por um bueiro.

publicado por poetazarolho às 07:05 | link do post | comentar