Depenada

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Em minh’alma alcatroada

As penas se vão colando

Constrói-se assim a estrada

Vão-se as penas realçando

 

Muita pena ou pouca pena

Pouco importa na verdade

Se a alma não é pequena

Ou refém da mediocridade

 

De manhã, de manhãzinha

Logo após a madrugada

Se a alma ainda fôr minha

 

Partirei sem dizer nada

E mais logo à tardinha

Regresso d’alma depenada.

publicado por poetazarolho às 22:10 | link do post