Em jejum

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Vivo muito por segundo

E a cada pedaço de mim

Descubro um novo mundo

O que querem? Sou assim

 

Sou no íntimo, fecundo

Prisioneiro dum frenesim

Com discurso lá no fundo

Sou o eco dum chinfrim

 

Vou daqui pra todo o lado

Triste destino encantado

Sem chegar a lado nenhum

 

Sinto-me em cada bocado

Novo destino encontrado

Se de mim faço jejum.

publicado por poetazarolho às 14:27 | link do post | comentar