Gadanha lá

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Ela que não se faça rogada

Gadanhe o quer noutra eira

Gadanhe lá e espere sentada

Enquanto cá o trigo se joeira

 

Atirado ao ar duma assentada

Separa-se da palha e da poeira

Para gáudio da palavra cantada

Assim nascefarta a sementeira

 

Que à alma entrega o pão

Nesta nossa sina fertilizada

Por obra doutros e canseira

 

Que ainda sabem dizer não

Seguimos coesos na estrada

Como se fôra a vez primeira.

publicado por poetazarolho às 15:54 | link do post | comentar