Pobres assim

 

Dentro de uma pedra de sal

Ao lado de um grão de areia

Nasce o sonho de Portugal

Ao som do cante da sereia

 

Pela música transportados

Somos mais do que a soma

Das partes de simples fados

E quem por pobres nos toma

 

Não conhece toda a riqueza

Dum povo cheio de garra

Num país de rara beleza

 

Que um dia soltou amarra

E faz vibrar com destreza

As cordas duma guitarra.

publicado por poetazarolho às 23:11 | link do post