Sem saber

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 Eu que escrevo sem saber

Já nem sei porque escrevo

Talvez seja p’ra não me perder

Ou estar perdido e não devo

 

Perdido numa selva imensa

De rimas, vogais, consoantes

Atacado de forma intensa

Por estes sons dissonantes

 

E por não saber escrever

É que impera a dissonância

Em palavras por mim coladas

 

Mas já não quero aprender

Fico p’la minha irrelevância

Entre rimas assim baralhadas.

publicado por poetazarolho às 22:30 | link do post | comentar