Vida no lixo

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São ideias de Pessoa

Heterónimos a esvoaçar

Pela alta de Lisboa

Pela baixa a sussurrar

 

Um não ser amaldiçoa

O que não deve voltar

Sua não ideia destoa

De holocaustos a pulsar

 

Cheiro a cinza apregoa

Genocídio do pensar

Amordaça o sentimento

 

E a vida no lixo repovoa

Tudo o que há p'ra mostrar

Na morte do pensamento.

publicado por poetazarolho às 15:41 | link do post